Em resumo
- Um cardápio semanal grátis para começar hoje: café da manhã, almoço, jantar e um ou dois lanches por dia, com comida barata e comum de supermercado e uma troca vegetariana para cada refeição.
- Sem contar calorias. Use o método do prato (metade legumes e verduras, um quarto proteína, um quarto cereais integrais) e suas próprias mãos para medir as porções. Corpos maiores costumam precisar de porções maiores, e suas mãos crescem junto com você.
- A maioria das refeições leva de 20 a 30 minutos. Vários jantares rendem também o almoço do dia seguinte, então você cozinha menos vezes.
- Dietas radicais costumam sair pela culatra. Planos muito rígidos tendem a deixar você com mais fome e mais cansaço. Um plano que você consegue manter por meses vale mais do que um que só dura uma semana.
- Converse antes com seu médico ou nutricionista se você usa insulina ou outros remédios para diabetes que podem causar hipoglicemia, tem doença renal, está grávida ou já teve um transtorno alimentar.
- Quer um plano feito para você? A Obesity Foundation monta planos alimentares personalizados grátis, adaptados ao seu gosto, à sua cultura e à sua rotina.

O que faz um bom plano alimentar para emagrecer?
Um bom plano alimentar para emagrecer é aquele que você consegue seguir numa terça-feira qualquer, com o seu orçamento, a sua cozinha e a sua família, por meses e não por poucos dias. Ele se baseia em legumes, verduras, frutas, cereais integrais, leguminosas e proteína suficiente, e deixa você satisfeito em vez de com fome.
Parece simples, e é de propósito. A maioria das pessoas que vivem com obesidade já tentou várias dietas.
Muitas dessas dietas funcionaram por um tempo e depois pararam de funcionar. Isso não é uma falha pessoal: o corpo reage à perda de peso, como explicamos na página sobre reganho de peso. Um plano leve o bastante para ser mantido é um plano que continua dando resultado.
As recomendações de alimentação saudável são bem parecidas de um país para outro. Pedem bastante legumes, verduras e frutas, cereais integrais e leguminosas como principais fontes de carboidrato, pouco açúcar adicionado e sal com moderação. Muitos guias alimentares resumem isso na imagem de um prato.
Para perder peso, o corpo precisa gastar um pouco mais de energia do que recebe. Você não precisa contar cada caloria para chegar lá.
Encher o prato de legumes, fibras e proteína e diminuir refrigerantes e salgadinhos ultraprocessados geralmente cria essa diferença por si só. Se quiser saber seus números, um nutricionista pode calculá-los com você.
O que este plano não é
- Não é uma meta fixa de calorias. A necessidade de energia varia muito de pessoa para pessoa, conforme o tamanho do corpo, a idade, o sexo, a saúde e o quanto você se movimenta.
- Não é uma lista de alimentos proibidos. Bolo no aniversário, uma pizza com os amigos e as receitas da sua avó cabem numa vida normal.
- Não substitui o cuidado médico. Se você tem uma doença que é afetada pela alimentação, a palavra final é da sua equipe de saúde.
Como montar um prato saudável para um corpo maior?
O jeito mais fácil de montar uma refeição equilibrada é o método do prato: encha metade do prato com legumes e verduras, um quarto com proteína e um quarto com cereais integrais ou outro alimento rico em carboidrato.
O Prato de Alimentação Saudável da escola de saúde pública de Harvard usa os mesmos quartos, com legumes, verduras e frutas dividindo a metade, água, chá ou café para beber e um pouco de óleo vegetal.
Neste plano, nas refeições principais, a metade do prato é sobretudo de legumes e verduras. A fruta entra no café da manhã, no lanche ou como sobremesa.
O prato dá o equilíbrio. As mãos dão a quantidade. Isso funciona bem para quem tem um corpo maior, porque mãos maiores costumam pertencer a corpos maiores, com maior necessidade de energia. O guia de porções da Diabetes Canada, feito para as refeições do dia a dia, usa estas medidas:
| Parte da refeição | A medida da sua mão | Exemplos |
|---|---|---|
| Legumes e verduras | O quanto cabe nas duas mãos juntas | Brócolis, cenoura, salada, pimentão, vagem, legumes congelados, tomate pelado em lata |
| Cereais integrais ou alimentos ricos em carboidrato | O tamanho do seu punho | Arroz integral, macarrão integral, batata com casca, aveia, pão integral |
| Fruta | O tamanho do seu punho | Uma maçã, uma laranja, uma banana, uma tigela de frutas vermelhas |
| Proteína | O tamanho da palma da mão, com a espessura do dedo mindinho | Frango, peixe, ovos, lentilha, feijão, grão-de-bico, tofu, iogurte grego natural |
| Gordura | A ponta do polegar | Azeite ou óleo de canola, manteiga, pasta de amendoim, requeijão |
Como fazer o prato funcionar na vida real
- Comece pelos legumes. Sirva-os primeiro e dê a eles mais espaço. Legumes congelados e em lata valem tanto quanto os frescos.
- Ainda com fome depois de comer? Espere 15 minutos e então coma mais legumes ou uma fruta antes de repetir o macarrão ou o pão.
- Use um prato raso comum, não uma travessa. O método só funciona quando o prato tem tamanho normal.
- Sirva os pratos na cozinha, em vez de levar as panelas para a mesa. Comer direto do pacote dificulta perceber quanto você já comeu.
- Pratos misturados também contam. Um ensopado, um curry ou um macarrão de forno podem seguir o prato: ponha mais legumes na panela, mantenha o arroz ou o macarrão do tamanho de um punho e acrescente uma salada.
- Coma devagar, se puder. Uma refeição sem pressa e longe das telas dá tempo de perceber quando você já está satisfeito.
Proteína e fibra fazem boa parte do trabalho num plano alimentar para emagrecer, porque as duas ajudam a manter a saciedade por mais tempo.
A maioria dos adultos come pouca fibra. A British Dietetic Association aponta uma média de cerca de 18 gramas por dia no Reino Unido, contra os 30 gramas recomendados. Pão integral, aveia, batata com casca, feijão e lentilha fecham essa diferença gastando pouco.
Cardápio semanal para emagrecer: 7 dias grátis
Esta semana de exemplo mostra como o método do prato e o da mão funcionam na prática. Ela usa alimentos que você encontra em quase qualquer supermercado, tem preparo simples e reaproveita ingredientes para quase nada ir para o lixo. As porções seguem as suas mãos, então o mesmo cardápio serve para um corpo menor ou maior.
As sobras marcadas com “faça em dobro” são planejadas de propósito: você cozinha uma vez e come duas. Troque os dias como quiser e repita os seus preferidos quantas vezes quiser.
| Dia | Café da manhã | Almoço | Jantar | Lanches (1–2) | Troca vegetariana |
|---|---|---|---|---|---|
| Dia 1 | Mingau de aveia feito com leite, com banana em rodelas e canela | Sanduíche de pão integral com atum, milho, alface e tomate; uma maçã | Frango refogado com legumes congelados para yakissoba, um pouco de shoyu light e arroz integral (faça arroz em dobro) | Iogurte natural com um punhado de frutas vermelhas congeladas | Almoço: grão-de-bico amassado no lugar do atum. Jantar: ovos ou tofu no lugar do frango |
| Dia 2 | Dois ovos mexidos com pão integral torrado e tomate grelhado | Sopa de lentilha com legumes (caseira ou pronta com menos sódio) com uma fatia de pão integral | Salmão assado ou sardinha em lata com batata cozida com casca, ervilha e brócolis | Palitos de cenoura e pepino com homus | Jantar: hambúrguer de grão-de-bico ou dois ovos cozidos no lugar do peixe |
| Dia 3 | Iogurte natural com aveia e frutas vermelhas | Batata assada com casca, feijão carioca e uma salada | Espaguete integral à bolonhesa, com molho feito de metade carne moída magra e metade lentilha, mais cebola, cenoura e tomate; salada (faça o molho em dobro) | Uma laranja; um punhado pequeno de castanhas sem sal | Jantar: só lentilha no lugar da carne moída |
| Dia 4 | Mingau de aveia com maçã ralada e uma colher de pasta de amendoim | Sobra do molho à bolonhesa com um pouco de arroz ou macarrão, ou sobre uma batata assada | Omelete de legumes (ovos, pimentão, cebola, espinafre, um pouco de queijo) com pão integral e uma salada grande | Pera ou maçã | Almoço: a versão do molho com lentilha. O jantar já é vegetariano |
| Dia 5 | Pão integral torrado com pasta de amendoim e banana em rodelas | Salada de grão-de-bico: grão-de-bico em lata, cuscuz marroquino, pepino, tomate, cebola roxa, suco de limão e um pouco de queijo minas frescal | Assado numa assadeira só: sobrecoxa de frango sem pele, batata, cenoura, cebola e pimentão, com uma colher de óleo e ervas secas | Iogurte natural | Jantar: grão-de-bico ou queijo coalho no lugar do frango |
| Dia 6 | Dois ovos cozidos, pão integral torrado e tomate-cereja | Pão sírio integral com homus, cenoura ralada, alface e os legumes que sobraram do assado | Chili com carne moída magra e feijão vermelho, bastante tomate pelado, cebola e pimentão; arroz integral; salada (faça em dobro) | Uma tigela de frutas vermelhas ou uma banana | Jantar: chili só de feijão, com dois ou três tipos de feijão no lugar da carne |
| Dia 7 | Overnight oats: aveia deixada de molho no leite ou no iogurte na geladeira, com maçã ralada ou frutas vermelhas | Sobra do chili com batata assada ou arroz | Peixe branco assado (filé congelado funciona bem) com batata bolinha, ervilha e cenoura, ou uma coxa de frango assada com os mesmos legumes | Palitos de legumes com homus; uma fruta | Jantar: curry de grão-de-bico com espinafre e arroz integral |
Para beber, o cardápio usa água, chá e café sem açúcar, e leite. Mais abaixo nesta página você encontra dicas para escolher as bebidas.

Como usar o cardápio
- Comece com dois ou três dias. Você não precisa mudar todas as refeições de uma vez. Muita gente começa pelo café da manhã e pelo jantar e mantém o almoço de sempre na primeira semana.
- Use as mãos para as porções. Se você sente fome entre as refeições todos os dias, talvez as porções de proteína ou de legumes estejam pequenas. Aumente essas primeiro.
- Mantenha horários de refeição mais ou menos regulares. Intervalos longos costumam terminar num jantar enorme. Três refeições e um ou dois lanches planejados servem para a maioria das pessoas, mas ajuste o ritmo ao seu trabalho e ao seu sono.
- Troque à vontade. Arroz no lugar da batata, feijão no lugar do frango, pera no lugar da maçã. Use pratos da sua própria cultura: arroz com feijão, sopas, ensopados e refogados cabem todos no prato.
- Anote como você se sente, não só quanto pesa: energia, fome, sono, humor e como as roupas estão servindo. Essas mudanças muitas vezes aparecem primeiro.
Ajustando o plano ao seu dia
Nenhuma semana de exemplo serve para todas as vidas. Estas pequenas mudanças mantêm o mesmo equilíbrio e fazem o plano funcionar para você.
- Pouco apetite de manhã? Coma um iogurte ou uma fruta cedo e o resto do café da manhã mais tarde.
- Trabalho muito ativo ou fome quase todo dia? Acrescente mais um punho de carboidrato na refeição antes ou depois da parte mais puxada do dia.
- Trabalha em turnos? Mantenha as mesmas três refeições e lanches, mas organize-os em torno dos turnos e não do relógio.
- Cozinha para a família? Todos podem comer a mesma refeição. Crianças e outros adultos simplesmente se servem nas porções que combinam com eles.
- Diabetes? Distribuir os carboidratos ao longo do dia, em vez de concentrá-los numa única refeição grande, costuma ser melhor para a glicemia. Sua equipe de diabetes pode dizer o que combina com seus remédios.
Este cardápio de exemplo é uma informação geral para adultos. Não é uma dieta médica. Se você tem uma condição de saúde que afeta o que você come, peça ao seu médico ou a um nutricionista para revisá-lo com você, ou peça um plano personalizado para nós.
Lista de compras para o cardápio da semana
Esta lista de compras cobre a semana de exemplo para uma ou duas pessoas. Muitos itens, como aveia, arroz, leguminosas em lata e legumes congelados, duram semanas e passam para a semana seguinte, então a segunda compra geralmente é menor e mais barata.
| Seção | O que comprar | Dica para economizar |
|---|---|---|
| Hortifrúti: legumes e verduras | Cebola, cenoura, pimentão, pepino, alface ou salada pronta, tomate ou tomate-cereja, espinafre, brócolis, batata, alho | Compre a granel e só o que vai usar; cenoura, cebola e batata duram bastante |
| Hortifrúti: frutas | Banana, maçã, laranja, pera, um limão | Fruta da estação costuma ser mais barata; banana madura pode ir para o mingau |
| Congelados | Legumes para yakissoba, ervilha, brócolis, frutas vermelhas, filé de peixe branco | Frutas e legumes congelados muitas vezes custam menos que os frescos e não estragam |
| Enlatados e conservas | Tomate pelado (3–4), lentilha (2), feijão vermelho ou misto (2), grão-de-bico (2), feijão carioca pronto, milho, atum em água, sardinha ou salmão | Prefira legumes e leguminosas em água, sem sal adicionado, e marcas próprias do mercado |
| Cereais e pães | Aveia em flocos, arroz integral, espaguete integral, cuscuz marroquino, pão integral, pão sírio integral | Pacotes grandes de aveia e arroz saem mais baratos por porção; o pão pode ser congelado em fatias |
| Proteínas | Ovos (12), sobrecoxa ou peito de frango, carne moída magra, tofu ou hambúrguer de grão-de-bico se for vegetariano | Misture a carne moída com lentilha ou feijão para render o dobro |
| Laticínios e alternativas | Leite ou bebida vegetal enriquecida sem açúcar, um pote grande de iogurte natural ou grego, um pouco de queijo, queijo minas frescal ou queijo coalho | Um pote grande de iogurte natural custa menos que potinhos com sabor e tem menos açúcar |
| Despensa | Azeite ou óleo de canola, pasta de amendoim, homus, castanhas sem sal, shoyu, ervas secas, canela, caldo em tablete, pimenta-do-reino | Ervas e temperos dão sabor sem muito sal; compre primeiro embalagens pequenas |
Dicas do dia a dia: orçamento, tempo na cozinha, comer fora e bebidas
Muitas vezes é o lado prático que decide se um plano alimentar dura. Estas dicas tratam dos obstáculos que as pessoas mais nos contam: dinheiro, tempo, restaurantes, fome repentina e o que beber.
Comer bem com pouco dinheiro
Comida saudável não precisa ser cara. Os itens mais baratos deste plano estão entre os mais saudáveis: aveia, batata, ovos, legumes congelados, tomate pelado e leguminosas secas ou em lata.
- Planeje e vá ao mercado com uma lista. A British Dietetic Association sugere planejar as refeições principais e ver o que já tem em casa antes de sair. Isso reduz compras por impulso e desperdício.
- Aposte em congelados, enlatados e secos. Duram muito tempo e costumam ser mais baratos que os frescos. Prefira fruta em suco ou em água, e não em calda.
- Experimente as marcas próprias. As linhas econômicas dos supermercados geralmente custam menos e têm sabor bem parecido.
- Faça a carne render com leguminosas. Metade carne moída e metade lentilha, ou frango com grão-de-bico, mantém a proteína e corta o custo pela metade.
- Cozinhe em quantidade e congele. Sopas, ensopados, chili e curry congelam bem em porções individuais.
Preocupações com dinheiro também afetam o que as pessoas conseguem comer, e isso não é questão de força de vontade. Nossa página sobre o ambiente alimentar explica como preços, publicidade e as lojas perto de você influenciam as escolhas.
Pouco tempo ou pouca energia
A maioria das refeições do cardápio leva de 20 a 30 minutos, e várias quase não precisam ir ao fogo. Se você convive com dor nas articulações, cansaço ou uma família agitada, estes atalhos ajudam:
- Cozinhe uma vez, coma duas. Faça uma porção dobrada de arroz, molho ou chili e use no almoço do dia seguinte.
- Use legumes já preparados. Mix congelado para yakissoba, salada pronta em saquinho e tomate pelado poupam tempo de cortar e de ficar em pé.
- Sente-se para preparar. Picar os legumes na mesa da cozinha é mais fácil para os joelhos e as costas do que ficar em pé na bancada.
- Tenha uma refeição reserva de cinco minutos, como ovos mexidos com pão integral e tomate, ou uma omelete com espinafre congelado, para as noites em que cozinhar parece demais.
- Use o micro-ondas para batata, legumes congelados e mingau.
Comer fora e delivery
Dá para comer fora e continuar no plano. As porções de restaurante costumam ser bem maiores do que uma refeição em casa, então os principais truques são sobre quantidade, e não sobre proibir pratos.
- Divida um prato principal, ou peça para embalar metade para levar antes de começar a comer.
- Peça uma entrada ou um acompanhamento como prato principal e junte uma salada ou legumes.
- Escolha pratos grelhados, assados ou no vapor com mais frequência do que fritos.
- Peça molhos e temperos à parte, e que levem a cesta de pão se você preferir não comer.
- Recuse as ofertas de “tamanho maior”: um pequeno valor a mais muitas vezes compra muito mais comida e bebida.
- Evite rodízios e bufês livres quando puder; porções definidas facilitam parar quando você está satisfeito.
E se uma refeição fora virar um banquete, simplesmente volte ao plano na refeição seguinte. Uma refeição não desfaz uma semana.
Como lidar com a fome entre as refeições
Sentir fome não é sinal de que você está fazendo algo errado. É um sinal normal do corpo, e é de esperar um pouco de fome quando você come menos do que antes. O plano tenta mantê-la sob controle com refeições regulares, proteína em todas as refeições e bastante fibra.
- Confira o básico primeiro: você pulou uma refeição, dormiu mal ou ficou muito tempo sem proteína? Dormir mal e o estresse aumentam o apetite, como explica nossa página sobre sono, estresse e saúde mental.
- Planeje os lanches em vez de pegar o que estiver por perto: fruta, iogurte, palitos de legumes com homus ou um punhado pequeno de castanhas.
- Faça uma pausa antes de comer quando não tiver certeza se está com fome. Um copo de água, uma caminhada curta ou uma ligação para uma amiga podem fazer a vontade passar.
- Não deixe pacotes grandes de salgadinhos ou doces ao alcance da mão. Se comprar, divida em porções pequenas logo de cara.
- Permita-se guloseimas. Planejar uma comida favorita uma ou duas vezes por semana muitas vezes funciona melhor do que uma proibição rígida que termina com o pacote inteiro.
Se você sente com frequência que perdeu o controle sobre a comida, ou come grandes quantidades em pouco tempo e depois se sente mal, converse com seu médico. Pode ser sinal de transtorno de compulsão alimentar, que tem tratamento. O apoio psicológico ajuda muitas pessoas nessa situação.
O que beber
As bebidas são um dos lugares mais fáceis para fazer diferença, porque o açúcar líquido não sacia como a comida. O Prato de Alimentação Saudável de Harvard sugere água, chá ou café como bebidas do dia a dia, deixando de lado as açucaradas.
| Bebida | O que ela tem | Escolha do dia a dia |
|---|---|---|
| Refrigerante comum ou outra bebida doce (uma lata de 12 onças, cerca de 355 ml) | Cerca de 10 colheres de chá de açúcar adicionado e 155 calorias (CDC dos EUA) | Água, água com gás com limão ou pepino |
| Sucos e vitaminas de fruta | Açúcares naturais liberados da fruta, sem boa parte da fibra; Harvard recomenda limitar o suco a um copo pequeno por dia | A fruta inteira, ou um pouco de suco na água com gás |
| Bebidas de cafeteria com xarope e chantilly | Xaropes saborizados e chantilly acrescentam açúcar e gordura | Café ou chá puro, com leite se você gostar |
| Um pint (cerca de 568 ml) de cerveja com 5% de álcool | Até cerca de 222 calorias (NHS) | Um copo menor, dias sem álcool, água entre uma bebida e outra |
| Uma taça de 175 ml de vinho com 12% | Até cerca de 158 calorias (NHS) | Uma taça menor, ou vinho com água com gás |
E os refrigerantes diet ou zero? A Organização Mundial da Saúde recomenda não usar adoçantes para controlar o peso, porque eles não trazem benefício a longo prazo para a gordura corporal. Essa orientação não vale para quem já tem diabetes. Uma bebida zero ainda é melhor que uma açucarada, mas a água é o melhor hábito para criar.
Quem deve falar antes com o médico ou nutricionista?
O plano serve para a maioria dos adultos, mas algumas doenças e remédios mudam o que e quanto você deve comer. Se alguma das situações abaixo se aplica a você, converse com seu médico ou com um nutricionista antes de mudar sua alimentação, e leve este plano para a consulta.
| Situação | Por que importa | O que fazer |
|---|---|---|
| Diabetes tratado com insulina ou comprimidos como gliclazida ou glimepirida | Com esses remédios, comer menos, pular refeições ou caminhar mais pode causar queda do açúcar no sangue (hipoglicemia) | Pergunte à sua equipe de diabetes se as doses precisam de ajuste e, no começo, meça a glicemia com mais frequência. Não mude seus remédios por conta própria |
| Doença renal crônica | Você pode precisar de uma quantidade específica de proteína e de limites de sal, potássio ou fósforo. Algumas pessoas precisam limitar certas frutas, legumes ou laticínios, então a metade do prato com legumes pode precisar mudar | Peça um nutricionista, de preferência um que trabalhe com doença renal, para adaptar o plano |
| Gravidez ou amamentação | Ganhar peso de forma gradual na gravidez é normal e importante para você e para o bebê, então este não é o momento de tentar emagrecer por conta própria. Alguns alimentos, como certos queijos moles e peixes com muito mercúrio, é melhor evitar | Tenha uma alimentação variada e equilibrada e converse sobre peso e comida com seu obstetra ou sua equipe de pré-natal |
| Um transtorno alimentar atual ou passado | Fazer dieta é um fator de risco conhecido para transtornos alimentares, e regras sobre comida ou restrição planejada podem trazer de volta padrões antigos | Converse com seu médico ou com a equipe que trata o transtorno antes de seguir qualquer plano focado no peso |
| Doença do coração, outras doenças crônicas, cirurgia recente ou vários remédios | Algumas doenças e remédios têm orientações próprias sobre comida ou líquidos | Consulte seu médico; nosso checklist para a consulta médica ajuda você a se preparar |
Ter cuidado não quer dizer que você não pode começar. Na maioria dos casos, o médico ou o nutricionista vai ajudar a adaptar o plano, e não mandar parar. Comer bem faz parte do tratamento da maioria dessas condições.
Por que dietas radicais saem pela culatra?
Dietas radicais saem pela culatra porque o corpo encara uma restrição rápida e severa como uma ameaça: a fome aumenta, o gasto de energia cai e o peso perdido tende a voltar quando a dieta acaba. Um plano com o qual você consegue viver tem mais chance de dar resultados que ficam.
Dietas de muito baixa caloria, com 800 calorias por dia ou menos, existem na medicina. Em geral elas substituem toda a comida por shakes especiais. Os nutricionistas recomendam usá-las só com acompanhamento médico cuidadoso e por tempo limitado, e nunca na gravidez ou na amamentação.
Uma dieta dessas copiada de uma revista ou de um vídeo, sem nenhum acompanhamento, é outra coisa completamente diferente.
Dietas radicais também causam problemas práticos. O Irish Nutrition and Dietetic Institute cita fome, cansaço, dor de cabeça, tontura e prisão de ventre entre os efeitos colaterais das dietas de muito baixa caloria, com pedras na vesícula como um risco mais sério.
Elas muitas vezes cortam grupos inteiros de alimentos, o que dificulta obter fibra, cálcio e outros nutrientes suficientes. E quando a dieta termina, o jeito antigo de comer volta, num corpo que agora tem mais fome do que antes.
Muitas pessoas que vivem com obesidade já passaram por esse ciclo várias vezes e saíram dele achando que fracassaram. Você não fracassou. A biologia está explicada na nossa página sobre por que o peso volta, e nosso panorama sobre genética e biologia mostra quanto do peso está fora do controle pessoal.
O que ajuda de verdade é a mudança constante: refeições regulares, mais legumes e leguminosas, menos bebidas açucaradas, movimento de que você goste, sono suficiente e apoio de outras pessoas. Essa também é a abordagem do tratamento pelo estilo de vida nos serviços de saúde.
Combine o plano com caminhadas e treinos Start
Comida e movimento funcionam melhor juntos. O plano alimentar ajuda você a controlar o peso, enquanto se movimentar com regularidade melhora a pressão, a glicemia, o humor e o sono, e ajuda a manter os músculos enquanto você perde peso.
Você não precisa de academia. Uma caminhada curta depois de uma refeição é um bom começo, sobretudo depois do jantar, que muitas vezes é a maior refeição do dia. Comece com poucos minutos num ritmo confortável e aumente um pouco a cada semana.
Quando estiver pronto para mais, nossos treinos grátis têm três níveis. O nível Start foi feito para pessoas com corpos maiores, com dor nas articulações ou com pouca experiência em exercícios: sessões curtas, em parte sentadas, sem saltos. Muita gente percebe que se mexer mais também facilita seguir o plano alimentar, porque dorme melhor e se sente mais no controle.
- Não se exercite de estômago vazio se isso deixar você trêmulo ou tonto; planeje o treino depois de uma refeição ou de um lanche.
- Beba água antes e depois de se movimentar, e mais nos dias quentes.
- Se você usa insulina ou comprimidos que podem causar hipoglicemia, pergunte à sua equipe de diabetes como planejar as refeições em torno da atividade.
- Não “ganhe” comida com exercício nem se castigue com treinos extras depois de uma refeição grande. Os dois hábitos tendem a tornar comer e se mexer mais pesados.

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A semana de exemplo desta página é um ponto de partida. Um plano que combine com o seu gosto, a sua cultura, o seu orçamento, a sua família e a sua saúde costuma funcionar melhor, e a Obesity Foundation monta um para você de graça.
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Nossa ajuda se concentra em comida boa, movimento no nível certo e caminhada. Ela é geral e prática, e não substitui o seu médico. Se quiser saber mais sobre o lado médico, leia o que é obesidade, os riscos para a saúde que ela pode trazer e as opções de tratamento.
E se você já se sentiu julgado pelo seu peso ou pelas suas escolhas alimentares, por outras pessoas ou por profissionais de saúde, você não está sozinho. Nossa página sobre estigma do peso explica por que a culpa não ajuda, e o que ajuda.
Perguntas frequentes
Posso seguir este cardápio se estou começando a comer de forma saudável?
Sim. O plano foi feito para iniciantes e usa refeições simples, como mingau de aveia, batata assada, omelete, refogados e chili. Comece com dois ou três dias, ou só com o café da manhã e o jantar, e acrescente mais quando ficar fácil. Pequenos passos que você consegue manter valem mais do que uma primeira semana perfeita.
Quanto devo comer em cada refeição se tenho um corpo maior?
Use as mãos como guia: legumes e verduras o quanto cabe nas duas mãos, carboidratos e frutas do tamanho do punho, proteína do tamanho da palma e gordura do tamanho da ponta do polegar. Pessoas com corpos maiores costumam ter mãos maiores e maior necessidade de energia, então as porções acompanham você. Se sentir fome entre as refeições todos os dias, aumente primeiro os legumes ou a proteína.
Preciso contar calorias para emagrecer com este plano?
Não. O método do prato e o da mão ajudam a maioria das pessoas a comer um pouco menos de energia sem contar, principalmente enchendo o prato de legumes, fibras e proteína e diminuindo as bebidas açucaradas. Algumas pessoas gostam de saber seus números; um nutricionista pode calcular uma meta pessoal adequada à sua saúde e à sua atividade.
O cardápio de 7 dias serve para vegetarianos?
Sim. Todos os dias do plano têm uma troca vegetariana, como lentilha no lugar da carne moída, grão-de-bico no lugar do atum ou do frango, e ovos, feijão ou tofu no lugar do peixe. Várias refeições já são vegetarianas.
E se eu não gostar de alguns alimentos do plano?
Troque por alimentos da mesma parte do prato: outro legume, outro cereal integral ou outra proteína. O arroz pode substituir a batata, o feijão pode substituir a carne, e pratos da sua própria cultura funcionam muito bem quando seguem o prato. Um plano alimentar personalizado grátis da Obesity Foundation pode ser adaptado ao seu gosto.
Posso repetir a mesma semana?
Sim. Muita gente repete a semana várias vezes e muda algumas refeições a cada vez. Repetir economiza tempo e dinheiro, porque você já conhece a lista de compras e as receitas. Variar ao longo do mês ajuda você a obter uma boa variedade de nutrientes.
Fontes
- Harvard T.H. Chan School of Public Health – Healthy Eating Plate (Prato de Alimentação Saudável) (em inglês)
- Diabetes Canada – Guia prático de porções (Handy portion guide) (em inglês)
- British Dietetic Association – Fibras: ficha informativa (2021) (em inglês)
- British Dietetic Association – Comer bem gastando menos: ficha informativa (2021) (em inglês)
- CDC – Rethink your drink (em inglês)
- NHS – Calorias no álcool (em inglês)
- Organização Mundial da Saúde – Uso de adoçantes não açucarados: diretriz da OMS (2023), via NCBI Bookshelf (em inglês)
- Irish Nutrition and Dietetic Institute – The facts on very low calorie diets (em inglês)
- Diabetes UK – Sulfonilureias (em inglês)
- MedlinePlus (Biblioteca Nacional de Medicina dos EUA) – Dieta na doença renal crônica (em inglês)
- NHMRC Eat for Health (Governo da Austrália) – Alimentação saudável na gravidez (em inglês)
- stem4 – Como prevenir um transtorno alimentar? (em inglês)
